Em 44 anos de existência a ZFM se agigantou, mas a infraestrutura não acompanhou esse crescimento. Há gargalos agudos e crônicos que se arrastam há anos sem previsão de solução e que desafiam aqueles que querem produzir e escoar sua produção, atingir mercados regionais ou distantes e mesmo para a movimentação da população na Região.
Qualquer que seja o aspecto que se examine, os problemas aà estão, aponta o economista José Alberto da Costa Machado. A logÃstica de Manaus é considerada caótica e sua melhoria é fundamental para fortalecer a ZFM.
Há urgências em relação à ampliação e reforma no aeroporto Eduardo Gomes, tanto para atender as demandas atuais quanto para uma possÃvel transformação em HUB internacional ou centro de distribuição de passageiros e cargas entre parte dos voos que circulam entre hemisfério norte e sul na América Latina; ampliação da estrutura portuária, cujos terminais existentes operam no limite de suas capacidades.
É bom lembrar que as possibilidades para construção de novos encontram-se sob impasse jurÃdico ou apontam para locais de viabilidade duvidosa. Outra ação que exige urgência, segundo Machado, é a definição pelas agências responsáveis do futuro do abastecimento energético de Manaus, vez que o Linhão de Tucuruà teve sua operação adiada para 2013 e o uso de gás natural para geração de energia elétrica ainda está começando.
Temos também problemas graves de Internet e telefonia celular que, além de caras, estão entre as piores do Brasil. Há também a necessidade de melhorias na malha rodoviária para integração e fluxo de produção referente aos principais eixos de integração do Estado: as BRs 319 (Manaus-Porto Velho) e 174 (Manaus-Boa Vista).
Outro gargalo a ser solucionado é a insegurança do trânsito nas hidrovias e minimização da carência de portos bem equipados. E um entrave que vem se somar aos demais a ser enfrentado é o equacionamento da logÃstica reversa para produtos do PIM, tornada obrigatória pela PolÃtica Nacional de ResÃduos Sólidos (Lei 12.305/2010), que confere à s empresas de todo o PaÃs responsabilidade pela coleta e recolhimento dos resÃduos sólidos de seus produtos.
Matéria retirada do Jornal A CrÃtica (Edição 28/02/2011)